Max Weber e a dominação legítima

. (Ufu 2013) – Em artigo intitulado “Clientelismo ainda domina política no interior do Brasil”, da BBC, de 27 de outubro de 2002, o jornalista Paulo Cabral desenha o painel de parte da política nacional. Ele destaca que, em comício de uma certa deputada, um grande churrasco foi oferecido para os eleitores de uma vila: “Sob um sol escaldante, um caminhão de som tocava o jingle – forró da candidata a todo o volume, a população sentia o cheiro da carne sendo assada trancada dentro de uma casa. Comida, só quando chegasse a candidata”.

A relação descrita entre os eleitores e a candidata aproximase, na matriz teórica weberiana, de um tipo puro de relação de dominação, uma vez que

a) inscreve-se como relação de poder em que a candidata aproveita-se de uma probabilidade de impor sua vontade, ainda que sem legitimidade.

b) estabelece-se, retirando das relações os elementos não racionais, isto é, em evidente processo de desencantamento do mundo.

c) sua natureza remonta uma tradição inimaginavelmente antiga e conduz ou orienta a ação habitual do eleitor para o conformismo.

d) expõe características típicas das formas carismáticas de dominação, demonstrada pelo dom da graça extraordinário e pessoal manifesto nas práticas clientelistas.

Pensei que a resposta fosse letra D por achar que fosse uma dominação carismática, porém a resposta é letra C. Fiquei sem entender o por quê :confused:

Oie, é simples! O clientelismo é justamente uma troca de favores entre quem tem poder e quem vota! No caso, antigamente existia o coronelismo que segue a mesma ideia só que no papel do Coronel e o povo. Comparando com a questão… a alternativa C condiz muito bem a esse conceito! É uma tradição antiga e gera conformismo cultural. Pode-se dizer que o “grande churrasco” fosse como um gentileza e começo das trocas de favores, porém, o povo só comia quando a candidata (que tem o poder) chegasse, como sinônimo de dominação.

1 curtida

Ahhh, muito obrigada!!!